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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

MP faz operação contra tráfico de drogas na Região dos Lagos

22/10/2015 18h45
Rio de Janeiro
Douglas Correa

Uma ação contra o tráfico de drogas em cidades da Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro, resultou hoje (22) na prisão de nove pessoas, duas delas em flagrante, e na apreensão de dois adolescentes. A Operação Constantino foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e a Coordenadoria da Polícia Militar, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Araruama, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia

Pela manhã, foram apreendidos 61 celulares, 48 chips, dois cartões de memória, 620 papelotes de cocaína, 323 trouxinhas de maconha, 23 pedras de crack, uma balança de precisão, anotações sobre a contabilidade do tráfico, além de cerca de R$ 4 mil.

A operação cumpre mandados de prisão preventiva contra 42 pessoas acusadas dos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas. Destas, 21 já foram presas no decorrer das investigações. Também foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em presídios no Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia, a quadrilha atuava nas cidades de Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, mais precisamente nos bairros e comunidades conhecidos como Boca do Mato, Rainha da Sucata, Estradinha, Monte Alegre, Fazenda e Palmeiras e em municípios vizinhos da Região dos Lagos.

O grupo era liderado por Carlos Eduardo Rocha Freire Barboza, conhecido como “Cadu Playboy”, que está preso desde 7 de novembro de 2014. Cadu continuou coordenando as atividades do grupo, dentro da penitenciária, por meio de mensagens e ligações telefônicas. Nesta quinta-feira, foram localizados celulares na cela do líder da quadrilha em Bangu 3, zona oeste do Rio. Na unidade prisional, quatro celas da galeria estavam com buracos nas paredes, por onde os presos passavam os telefones.

Alessandro Silva Bazame, vulgo “Esquilo”, agia da mesma forma. Integrante do Comando Vermelho, era uma espécie de sócio de “Cadu Playboy”. Mesmo depois da prisão, em 15 de maio de 2015, seguiu dando ordens de dentro da cadeia, determinando a aplicação de castigos corporais e a prática de crimes de homicídio contra desafetos e criminosos pertencentes a facções rivais.

A operação contou com a participação de 262 agentes, entre policiais militares do 25º BPM (Cabo Frio) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC), inspetores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e policiais da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público-RJ.

Edição: Maria Claudia

Fonte: Agência Brasil