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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Centrais sindicais protestam em São Paulo contra elevação de juros

20/10/2015 13h29
São Paulo
Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

A Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e União Geral do Trabalhadores (UGT) realizaram hoje (20) um ato em frente ao prédio do Banco Central, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, para protestar contra os juros altos. A manifestação tem se repetido sempre na véspera da reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decide a taxa a ser adotada para a Selic nos 45 dias seguintes.

De acordo com os representantes das centrais sindicais, o protesto tem por objetivo chamar a atenção da população sobre como as altas taxas de juros afetam a sociedade. Além dos discursos, foi inflado na calçada um dragão gigante com três cabeças representando a inflação.

“A taxa de juros está muito alta, inviabilizando a atividade econômica do país, afetando a indústria e refletindo no emprego”, disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. A ideia é tentar sensibilizar o governo para que as taxas de juros não subam mais. “Não temos conseguido, mas não podemos desistir, porque o desemprego está aumentando e isso é muito grave. A proposta é demonstrar para a população o que está acontecendo.”

Presidente nacional da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira ressaltou que o ato é importante porque a situação do país está insuportável devido à política econômica do governo. “Até o oitavo mês, R$ 338 bilhões para o capital financeiro internacional. Pararam de fazer investimento público e agora só se faz superávit primário, faltando dinheiro para outras áreas. Por isso, é necessário lutar para mudar essa situação.”

Segundo o diretor do Sindicato dos Comerciários de São Paulo da UGT, Josimar Andrade, as manifestações pretendem levar para a sociedade o que se trata dentro do gabinete durante a reunião do Copom e traduzir para o cidadão comum os assuntos técnicos que são tratados. “Queremos conscientizar os trabalhadores e mostrar que essa política errada destrói a economia do país e não favorece a criação de uma economia sólida.”

Edição: Armando Cardoso

Fonte: Agência Brasil