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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Brasilianas.org discute crescimento menor da China e impacto no Brasil

19/10/2015 22h46

São Paulo
Da Agência Brasil
O programa Brasilianas.org de hoje (19) discute a desaceleração da economia chinesa e seu impacto no Brasil e no mundo, diante das estimativas do Conselho de Estado do país asiático para 2015 de que o Produto Interno Bruto (PIB) será 7%,  enquanto em 2011 foi 9,3% e em 2013, 7,7%.

Para avaliar o impacto da desaceleração econômica chinesa, o programa recebe o especialista em relacionamento político e econômico do Brasil com a China,  da Universidade de São Paulo (USP), Gilmar Masiero; o especialista em integração econômica das Faculdades Rio Branco, Alexandre Uehara; e o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira.

Para Alexandre Uehara, o menor crescimento chinês deve preocupar o Brasil, já que o país asiático é seu principal parceiro comercial. No entanto, ele ressalva que a China já havia detectado precocemente sua desaceleração e se programou para uma transição para um cenário de menor crescimento, o que deverá evitar sobressaltos.

“A gente sabe que esse período de transição é planejado. Eles já vinham percebendo que havia dificuldade de inserção internacional e, nos últimos congressos do Partido Comunista, já vinham desenhando outro caminho, tentando depender menos da economia internacional e ampliar a participação interna”, disse Uehara.

A previsibilidade da economia chinesa também foi destacada por Gilmar Masiero. Segundo ele, apesar das crises internacionais, o país oriental tem conseguido seguir, com pouca variação, o que foi estabelecido em seus plano quinquenais.

“Se tem uma coisa na China, é tranquilidade. Basta você analisar os planos quinquenais, e tudo está lá. O crescimento de 7% estava previsto, com uma flexibilidade para cima ou para baixo, mas em termos decimais. A China vem cumprindo com o que tem planejado, apesar das crises internacionais”, disse Masiero.

Segundo Jason Vieira, a mudança de desempenho da economia do gigante asiático deverá reduzir a demanda por commodities, prejudicando o Brasil. No entanto, o consumo dos chineses continuará em alta, podendo estimular uma nova industrialização no Brasil.

“Os primeiros setores a serem prejudicados, obviamente, são aqueles de commodities básicas. O perfil da China tem mudado no sentido de se tornar um consumidor de produtos acabados, e nisso a Europa tende a se beneficiar bastante e os Estados Unidos também. O Brasil tende a sofrer com isso, mas, ao mesmo tempo, isso pode ser um estimulador, no Brasil, de novos setores, e de uma reindustrialização”, disse Vieira.

O programa Brasilianas.org, tem apresentação do jornalista Luís Nassif, e vai ao ar todas as segundas-feiras, às 23 horas na TV Brasil.

Edição: Jorge Wamburg

Fonte: Agência Brasil