04/10/2013 - 20h53
- Nacional
Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Reunidos para discutir as pautas da greve, os professores fizeram
fila e muitos mostraram os boletins de ocorrência [BOs] que registraram
após as agressões, como Jane Moraes, de 53 anos, que foi atingida por
uma bala de borracha na perna esquerda. "Estava sentada na escadaria da
Câmara e tentei levantar para correr quando os policiais começaram a
lançar as bombas, mas senti a dor e a ardência na perna. Ajudaram-me a
ir para a delegacia, registrei o boletim de ocorrência como lesão
corporal e fiz [exame de] corpo de delito", diz a professora de educação
física, com uma foto do ferimento e o BO nas mãos.
Outra professora, Cristiane Chavez, de 34 anos, foi denunciar às
entidades que foi impedida de buscar a filha na creche municipal usando a
camisa preta do movimento grevista. "Os guardas municipais não me
deixaram entrar e disseram que era orientação da prefeitura. Me senti em
uma ditadura. Minha filha teve que sair da creche acompanhada por um
guarda. Fui à delegacia e registrei queixa".
Em nota no dia do protesto, a Polícia Militar informou que quatro
policiais se feriram e que PMs foram atingidos por pedras e garrafas de
vidro. "A Polícia Militar lamenta que pessoas com intenção de causar
tumultos tenham atentado contra o legítimo direito de manifestação dos
professores", diz o comunicado.
Edição: Fábio Massalli
Fonte: Agência Brasil
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