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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Operação Mata Atlântica intensifica combate ao fogo em parque nacional no Rio

15/10/2014 22h06
Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
O combate ao incêndio que, desde domingo (12), atinge o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso), na região serrana do Rio, passou a ter hoje (15) uma equipe integrada por várias instituições na Operação Mata Atlântica. O coordenador de emergências ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Christian Berlinck, chegou de Brasília nesta quarta-feira para comandar a operação, que tem também integrantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ). O local mais atingido é a área próxima à Estrada do Mata Porcos, em Petrópolis, onde o incêndio começou e estendeu-se para o parque.

“Hoje montamos um comando unificado que reúne estruturas de vários órgãos, um coronel dos Bombeiros e um coordenador do Prevfogo [Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais], além de integrantes das áreas comunicação, de logística e de operação aérea, porque tem um helicóptero dos Bombeiros. Hoje conseguimos juntar todas as instituições para trabalhar de forma coordenada dentro da mesma estrutura que está funcionando na sede do parque em Teresópolis”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O parque, instalado nos municípios de Guapimirim, Magé, Petrópolis e Teresópolis, é administrado pelo ICMBio e tem 20.024 hectares (um hectare corresponde, aproximadamente, à área de um campo de futebol oficial). Desses, 575 foram atingidos pelo incêndio. Segundo o coordenador, 30 soldados do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e 50 brigadistas do ICMBio e Ibama estão atuando no combate.

Amanhã (16), a operação vai ter um reforço de 45 brigadistas. “Vai ter trabalho ainda. Estamos preparando um grupo de 45 brigadistas para acampar na linha de fogo do incêndio e vão ficar lá até que o fogo seja controlado. Dentro do parque hoje a situação já está melhor do que ontem. As equipes trabalharam bem e estamos caminhando para uma situação de controle. Hoje o clima está mais ameno, não está tão quente. Mas quando abre e o tempo esquenta, esse fogo cresce muito rápido e fica muito difícil saber quando vai acabar”, analisou.

Na avaliação de Berlinck, ainda é difícil estimar os danos à unidade de conservação. “Esta é uma vegetação que não é adaptada ao fogo. Estamos falando de Mata Atlântica, então qualquer fogo provoca dano. Vamos ter uma mortalidade grande das espécies vegetais. Mas a princípio a gente ainda tem banco de semente e floresta perto do lado. Ele vai se recompor, mas quanto tempo demora para essa recomposição acontecer varia de lugar para lugar e é impossível precisar”, disse.

Berlinck explicou que os animais encontrados com queimaduras são levados para a sede do parque para serem tratados pelos veterinários na sede do parque. “Hoje tem uma equipe de dois veterinários na área do incêndio vasculhando se há mais animais para serem resgatados para que a gente possa cuidar desta queimadura e depois reintroduzi-los na floresta”, disse, acrescentando que uma paca e um ouriço estão em tratamento.

O coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio informou que há preocupação com incêndios próximos à área do parque. “Neste momento acabou de sair uma equipe nossa para um incêndio perto de uma estrada em Teresópolis. A equipe está se deslocando para pegar ele logo no começo. Vários incêndios que estão acontecendo quando têm um certo risco para o parque, a gente está indo logo. Além desse incêndio grande, estamos com uma equipe volante para fazer este trabalho”, esclareceu.

Christian Berlinck destacou que fora da área da unidade de conservação, os bombeiros estão circulando nos municípios da região para evitar que os incêndios atinjam as residências próximas. Ele disse que até o momento não houve necessidade de remoção de moradores em localidades de risco. “Isso não precisou. O trabalho foi feito antes de chegar. A gente tem avaliado o fogo que está indo para estas áreas de risco para controlar antes. Até hoje a gente conseguiu fazer”, explicou.

A operação tem dois helicópteros, um do Ibama e outro do Corpo de Bombeiros. “Se a gente conseguir tocar só com o helicóptero do Ibama a gente vai disponibilizar esse helicóptero [dos Bombeiros] para atender a outras áreas prioritárias do estado também”, disse.

Ainda não existem informações sobre as causas do incêndio que atingiu o parque. “Estamos mais preocupados em controlá-lo, porque as equipes de combate e aquelas que fazem a perícia, que investigam a causa e a origem do fogo são as mesmas, então, estamos primeiro focando no controle para diminuir o impacto na biodiversidade, social e econômico que venha a ter, para depois nos preocuparmos em identificar a origem dele”, disse.

A Secretaria de Estado de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou que nesta quarta-feira, 170 militares do Corpo de Bombeiros dos quarteis de Petrópolis, Itaipava, na região serrana; Alto da Boa Vista, na zona norte do Rio; Barra da Tijuca, na zona oeste e Central, no centro da cidade, seguem no combate ao fogo em incêndios florestais na região. Eles têm auxílio de 20 carros e cinco helicópteros, sendo duas do CBMERJ, uma da Marinha, uma da PM e uma da Polícia Civil. Eles são usados principalmente em locais onde não é possível chegar por terra para que os focos não se expandam para outras áreas.

O Corpo de Bombeiros alerta à população para o período de estiagem que atinge toda a Região Sudeste e pede que as pessoas denunciem atos que possam gerar novas ocorrências, como a queima de lixo.

Fonte: Agência Brasil

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