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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Manifestação lembra bombardeio de hospital dos Médicos Sem Fronteira

03/11/2015 21h47
Rio de Janeiro
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil


O Médicos sem Fronteiras pede uma investigação independente do
bombardeio ao hospital em KunduzFernando Frazão/Agencia Brasil
O bombardeio a um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no último dia 3 de outubro, no Afeganistão, foi lembrado nesta terça-feira (3), em uma manifestação feita na Praia de Copacabana. O ato também ocorreu em diversas cidades do mundo para protestar contra a violência sofrida pela unidade de saúde do grupo, na cidade de Kunduz, atingida pelas bombas de aviões americanos,matando 30 pessoas.


O presidente do Conselho do MSF Brasil, Mauro Nunes, falou aos presentes e pediu uma investigação independente para o incidente, pois a localização do hospital era conhecida pelas forças afegãs e pelos militares americanos.

“Desde este dia fatídico, a organização Médicos Sem Fronteiras, presente em mais de 60 países, tem se mobilizado pedindo que se faça uma investigação independente. Não são pedidos de desculpas que vão trazer a verdade. Tampouco queremos limitar-nos a inquéritos feitos pelas partes envolvidas no conflito”, disse Nunes em seu discurso.

O médico Alexandre Fonseca Santos, que já trabalhou no hospital bombardeado de Kunduz, lamentou que centenas de pessoas ficarão sem atendimento com a destruição do local. “Eu perdi bons amigos, pessoas que estavam trabalhando para salvar vidas, para ajudar pacientes que estavam em sofrimento e foram violentamente atacados. Houve um total desrespeito em relação a um hospital de ajuda humanitária, dentro de uma área de conflito, e foi violada uma regra essencial da humanidade, que é respeitar as unidades de saúde”, disse.

Segundo Santos, o hospital era bem equipado e atendia basicamente crianças e pessoal civil, especializado em traumas. “Essas pessoas agora estão sem atendimento e vão ter que procurar lugares mais distantes”, disse Santos, que já trabalhou pelo MSF no Afeganistão, na África do Sul, em Zimbábue e na Síria.

O protesto teve dezenas de integrantes do MSF, que instalaram suportes nas areias, com recipientes de soro com luzes vermelhas dentro, simbolizando o sangue derramado pelos profissionais de saúde e pacientes mortos em Kunduz. Faixas foram estendidas, com a frase "Até as guerras têm regras", lembrando que convenções internacionais protegem os hospitais, mesmo durante conflitos armados.

O presidente americano Barak Obama se desculpou poucos dias depois do bombardeio. Os militares dos EUA acreditavam que o local servia de esconderijo para militantes talibãs. De acordo com o MSF, morreram no ataque 13 médicos, dez pacientes e sete pessoas que ainda não foram identificadas.

Fonte: Agência Brasil