Rio de Janeiro
Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo

Trabalhadores ligados à distribuição de combustíveis do estado do Rio de Janeiro prometem fazer paralisação contra venda de ativos da Petrobras
Trabalhadores ligados ao Sindicato das Empresas de Distribuição de Combustíveis do Estado do Rio de Janeiro (Sintramico-RJ) decidiram hoje (7), em assembleia, parar as atividades no próximo dia 24 em protesto contra o Plano de Negócios da Petrobras 2015-2019, que prevê a venda de ativos (patrimônio) da empresa, redução de investimentos e venda de até 25% das ações da Petrobras Distribuidora (BR), empresa voltada para a comercialização de derivados de petróleo.
A assembleia reuniu empregados que trabalham na logística dos aeroportos do estado. Os trabalhadores decidiram manter a mobilização nos próximos dias.
Na avaliação da presidenta do Sintramico-RJ, Lígia Deslandes, a paralisação destina-se a pressionar a Petrobras a manter as ações da empresa em poder de brasileiros. “A venda de ativos é uma forma dissimulada de privatizar”, disse.
O Sintramico decidiu, durante a assembleia, suspender as negociações entre os funcionários e a empresa, para a realização de acordo coletivo da categoria, que tem data-base em 1º de setembro.
“A ideia é unificar o movimento dos trabalhadores com a Federação Única dos Petroleiros e com os demais sindicatos da categoria para a implementação de decisões e ações conjuntas até a paralisação”, informou a assessoria de imprensa do sindicato.
Amanhã (8) e quinta-feira (9), o Sintramico estará promovendo assembleias na fábrica de lubrificantes e derivados de Campos Elísios, na Baixada Fluminente, e também em frente à sede da empresa, na Cidade Nova, com o objetivo de confirmar a paralisação.
No último dia 29, a Petrobras anunciou a redução em 37% dos investimentos no período de 2015 a 2019, o que significa US$ 90,3 bilhões a menos quando comparado com o plano de negócios de 2014 a 2018. O novo plano da empresa para 2015-2019 prevê investimento total de US$ 130,3 bilhões.
Fonte: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
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