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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Rio de Janeiro prevê nova ordem baseada na tecnologia e inovação

POR Aurélio Gimenez
Rio -  O legado da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas 2016 vai muito além da reestruturação do espaço físico do Rio. Estudo da PwC Brasil (PricewaterhouseCoopers) prevê que os eventos impulsionarão investimentos na ordem de R$ 56 bilhões em cinco principais setores: infraestrutura, turismo, inovação, indústria criativa e serviços financeiros. A expectativa é que 95 mil empregos permanentes e temporários sejam criados no período.

A aprovação da população, que reelegeu o prefeito Eduardo Paes com mais de dois milhões de votos, a maior já registrada na cidade, endossa os desafios que a administração municipal terá que enfrentar nos próximos quatro anos. Entre as metas a serem batidas estão a da mobilidade urbana, saúde e infraestrutura. Também reforça as expectativas dos empresários em investir na capital fluminense.


Com a FMC ao fundo, Parque Tecnológico da UFRJ, no Fundão, atrai multinacionais e centros de pesquisa, que vão gerar emprego e desenvolvimentoFoto: Marcelo Regua / Agência O Dia




“Com a consolidação de elementos transformadores na capital e no estado, como segurança, pré-sal, eventos esportivos e união institucional das três esferas — município, estado e governo federal —, os investidores passaram a ter uma nova percepção da cidade do Rio de Janeiro”, destaca o diretor-executivo da Rio Negócios, Marcelo Haddad, que tem a missão de ‘vender’ a marca Rio no exterior.

Segundo ele, investimentos como o Porto Maravilha, o ‘hub’ logístico e industrial da Avenida Brasil e as obras de infraestrutura para os Jogos Olímpicos terão um efeito multiplicador além de 2016. Sem pestanejar, Haddad diz que o Rio será o polo de tecnologia e inovação do país, com reflexos em todos os setores da economia.

“Os investimentos em conhecimento e tecnologia darão uma preponderância para a cidade em serviços de logística, engenharia, pesquisa e desenvolvimento e operações industriais”, assegura.

Até 2013 mais 8 empreendimentos

Companhia provedora de serviços de infraestrutura de TI (tecnologia da informação), a Alog investirá R$ 140 milhões para instalar em Del Castilho o seu novo data center.

Em dois anos e meio, a Rio Negócios fez contatos com cerca de mil empresas no exterior. Aqui na cidade, recebeu outras 1.500. Até 2013, mais oito projetos se efetivarão.

Empresas já atraídas pela Rio Negócios: Alog, GE, Wellstream, Direct Edge, EMC, IBM, Siemens, BG, L’Oreal, Fiocruz, State Grid, Haobo, Erowlabs, Rolls Royce, Columbia University, Diageo, Lekunbide, IMD, Cisco e Nissan.

“Estudamos mais de 20 localidades e fizemos um trabalho com os fornecedores para analisar a capacidade de energia sem grandes investimentos. Del Castilho é um lugar estratégico: tem grande capacidade de energia e fica perto da Linha Amarela”, disse o vice-presidente da Alog, Eduardo Carvalho.

‘Ambiente institucional da cidade gera segurança’

Diretor-superintendente do Sebrae/RJ, Cezar Vasquez afirma que o atual ambiente institucional da cidade do Rio dá maior segurança ao investidor. Segundo ele, a estabilidade econômica do município aliada à aprovação dos eleitores, reelegendo Eduardo Paes, possibilitam o desenvolvimento dos grandes projetos na região.

Vasquez destaca que, além dos grandes investimentos, as obras de urbanização ocorridas nos bairros melhora o ambiente para o pequeno empreendedor. “A capacidade de investimento da cidade gera novos negócios. Obras de urbanização beneficiam o microempreendedor”, afirma.

Economista e professor do Ibmec-RJ, Gilberto Braga afirma que o município vive um momento singular, numa curva ascendente que se descola do resto do país. “A convergência dos acontecimentos é muito positiva para a cidade, e a continuidade política dá uma maior tranquilidade ao investidor”, acrescenta.

'O Rio terá a maior conectividade do país'

Diretor-executivo da Rio Negócios, Marcelo Haddad diz que o círculo virtuoso iniciado há quatro anos se prolongará além das Olimpíadas 2016. Para o chefe da agência de fomento da Cidade do Rio, o efeito multiplicador nas áreas de infraestrutura, transporte, saúde e negócios possibilitará a entrada de empreendimentos nos setores de energia, tecnologia da informação, indústria criativa e serviços financeiros. “Daqui a quatro anos, o Rio será mais global do que é hoje”, diz.

O DIA: O que o investidor pode esperar da cidade nos próximos quatro anos, a partir da reeleição do prefeito Eduardo Paes?

MARCELO HADDDAD: Há quatro anos, as ações transformadoras, tanto da cidade como do estado, não estavam consolidadas. De lá para cá, a política de segurança se confirmou; as reservas do pré-sal deixaram de ser especulação, assim como as Olimpíadas; além da efetivação institucional entre município, estado e União. Neste período melhorou a percepção de negócios para a cidade do Rio. O efeito multiplicador dos investimentos em infraestrutura possibilitará o crescimento de setores de serviço de logística, engenharia, pesquisa e desenvolvimento e operações industriais.

Qual o principal legado dos dos eventos esportivos para o Rio?

Após as Olimpíadas certamente a cidade do Rio de Janeiro terá a maior conectividade da América do Sul, tanto em banda larga e capilaridade de rede. Está previsto a ligação de um cabo óptico entre o Brasil e os Estados Unidos, via Rio de Janeiro. Ou seja, uma ligação física, desenvolvendo ainda mais a rede de transmissão de dados 4G.

Quais áreas se beneficiarão desses investimentos?

Haverá um grande crescimento na área de energia, com impacto no campo industrial. A área de tecnologia se desenvolverá ainda mais com o início das empresas que se instalam na cidade, principalmente no Parque Tecnológico do Fundão (UFRJ). A área de conteúdo e produção de audiovisual, mídia e produção de softwares, irá se multiplicar. Isso sem falar no 500 mil assentos esportivos que serão criados, possibilitando uma série de eventos e desenvolvimento da indústria esportiva.

Qual é o papel da Rio Negócios na ativação dos projetos na cidade?

A Rio Negócios é a agência de atração e facilitação de investimentos para o município. Além de consolidar informações relevantes da cidade para empresas clientes, é responsável por assessorar os investidores nacionais e internacionais, acompanhando todas as etapas do processo de implementação dos negócios. Desde o início de suas operações, em maio de 2010, a agência já atraiu mais de R$ 3 bilhões para o Rio.
Fonte: O Dia Online



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