02/10/2013 - 18h38
Da Agência Lusa
"Consideramos as acusações absolutamente vazias, sem fundamento e
ilegais. Os nossos ativistas não tiveram como objetivo apoderar-se da
propriedade de alguém. Não houve crime", disse Mikhail Kreindlin,
advogado da Greenpeace. Vinte e oito pessoas da tripulação do navio
Arctic Sunrise aguardam a acusação, que poderá ser semelhante à decisão
tomada hoje.
No âmbito de uma campanha contra a exploração petrolífera no Ártico,
iniciada pela Rússia e parceiros ocidentais, ativistas da Greenpeace
tentaram, há uma semana, escalar uma plataforma da empresa de energia
russa Gazprom no Mar de Barents. A empresa é a maior exportadora de gás
natural do mundo.
Os militantes foram impedidos por guardas costeiros russos, que
dispararam tiros de advertência com armas automáticas, de acordo com a
organização não governamental.
O navio da Greenpeace Artic Sunrise, com bandeira holandesa, foi
abordado pela Guarda Costeira russa e rebocado até Murmansk, onde os 30
membros da tripulação internacional foram colocados em detenção,
acusados de pirataria, um crime passível de uma pena de 15 anos de
prisão.
Segundo a Greenpeace, os ativistas detidos são originários de 19
países: da Rússia, dos Estados Unidos, da Argentina, do Reino
Unido,do Canadá, da Itália, Ucrânia, da Nova Zelândia, Holanda,
Dinamarca, Austrália, do Brasil, da República Checa, Polônia, Turquia,
Dinamarca, Finlândia, Suécia e da França. Todos os ativistas rejeitaram
as acusações de "pirataria", dizendo que a ação de protesto na
plataforma da Gazprom foi pacífica.
O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu que os ativistas "não
são piratas", mas que tinham "infringido o direito internacional". A
comissão de inquérito russa, principal órgão encarregado das
investigações criminais, indicou que as acusações poderão ser reduzidas
durante a investigação, mas as acusações de hoje vão em sentido
contrário.
Fonte: Agência Brasil
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