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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Justiça aceita denúncia, e Zelada e outros cinco tornam-se réus

Segundo a acusação, ex-funcionários da Petrobras e o PMDB receberam US$ 31 mi em propina
Ministério Público Federal não identificou que políticos teriam sido beneficiados com desvios da estatal
Felipe Bachtold


O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta segunda-feira (10) denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e outras cinco pessoas suspeitas de envolvimento em corrupção na estatal.

Os procuradores afirmam que eles negociaram o pagamento de propina de US$ 31 milhões na contratação de um navio-sonda pela Petrobras em 2008. O contrato para o afretamento foi fechado em US$ 1,8 bilhão.

De acordo com a denúncia, parte do dinheiro foi paga a Zelada e ao ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa–que também se tornou réu– e outra parcela teve como destinatário o PMDB.

Na decisão desta segunda, Moro menciona a descoberta de "duas contas secretas" do ex-diretor em Mônaco que somam 10,3 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões, em valores de hoje).

Indicado pelo PMDB ao cargo, Zelada ficou à frente da área Internacional da Petrobras entre 2008 e 2012 e foi detido há um mês, na 15ª fase da Operação Lava Jato.

É a primeira ação no âmbito da operação em que Zelada figura como réu. Outros ex-diretores da estatal, como Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato Duque, já respondem a processos.

Além de Zelada e Musa, João Rezende Henriques, suspeito de ser operador de propna do PMDB, e o consultor Raul Felippe Junior, sócio de Zelada em empresa de energia solar, vão responder na ação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O chinês Hsin Chi Su, representante da empresa Taiwan Maritime Transportation, que participou do contrato com a Petrobras, e o lobista Hamylton Padilha, que firmou acordo de delação premidada com procuradores, foram acusados de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

FORO PRIVILEGIADO
Na decisão, Moro cita a suspeita sobre o PMDB, mas afirma que "não há identificação de qualquer autoridade com foro privilegiado que teria recebido tal propina", o que, argumenta ele, faz com que o caso não vá para o Supremo Tribunal Federal.

A acusação do Ministério Público Federal não detalhava quem no partido recebeu dinheiro desse contrato.

O juiz federal disse que "há provas documentais significativas da materialidade e autoria dos crimes" e que as acusações não se baseiam apenas em depoimentos de delação premiada.

Entre as provas, Moro menciona, na decisão, um contrato simulado para o pagamento de propinas e uma auditoria interna da Petrobras sobre o caso.


Fonte: Sinopse da Marinha/Folha de São Paulo

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