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11 DE junho, DIA DA BATALHA NAVAL DE RIACHUELO

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Termina no domingo prazo para inscrição em vagas remanescentes do Sisutec


31/07/2015 11h44
Brasília
Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil
Os candidatos que quiserem se matricular em vagas remanescentes do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec) tem até o próximo domingo (2) para fazer a inscrição, pela internet. Nessa etapa, são ofertadas as vagas que não foram ocupadas nas duas chamadas anteriores do Sisutec.

Podem se inscrever estudantes que concluíram o ensino médio nos últimos três anos, ou seja entre 2012 e 2014, independentemente da data de emissão do certificado. As vagas remanescentes são preenchidas por ordem de inscrição. Após a inscrição, o candidato tem dois dias para ir a instituição e efetuar a matrícula. As aulas dos cursos terão início entre os dias 3 e 31 de agosto de 2015, de acordo com o edital do programa.

Por meio do Sisutec, instituições públicas e privadas de ensino superior e de educação profissional e tecnológica oferecem vagas gratuitas em cursos técnicos para participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Apenas na inscrição para as vagas remanescentes os candidatos ficam dispensados da exigência do Enem.

A edição de 2015 do Sisutec ofertou 83.641 vagas em 515 municípios de todos os estados e no Distrito Federal. 

Edição: Denise Griesinger

Fonte: Agência Brasil

domingo, 26 de julho de 2015

Pronunciamento do Exmo. Sr. Presidente dos Estados Unidos da América, em prol dos Brasileiros!







Fonte: Internet via Facebook

Após 10 anos, volume de salários recua

O valor total de salários pagos aos trabalhadores formais do País caiu 0,32% nos primeiros quatro meses deste ano em relação a igual período de 2014, totalizando R$ 375,7 bilhões. É a primeira redução após uma década de crescimento anual consecutivo. Para analistas, a queda é resultado do aumento do desemprego, da inflação alta e da substituição de salários maiores por menores.
De 2004 para cá, período que coincide com o boom da classe média - quando cerca de 35 milhões de brasileiros passaram a integrar a Classe C -, o aumento anual do total pago aos trabalhadores formais variou de 3,7% a 11,6%. A curva crescente se inverteu e, dos quatro primeiros meses deste ano, em três os resultados foram negativos na comparação anual.

O montante pago em todo o País tem como base dados da Caixa Econômica Federal para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que mensalmente recolhe 8% dos salários de quem tem registro em carteira de trabalho. Os valores foram corrigidos pela inflação do IPCA e dessazonalizados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

As primeiras quedas neste ano ocorrem após resultados positivos consecutivos durante 134 meses - desde novembro de 2003, quando foram desembolsados R$ 42,6 bilhões em folhas de pagamento, até dezembro do ano passado, quando o montante atingiu R$ 95,3 bilhões.

Em janeiro ocorreu a primeira reversão de 0,9% na variação de 12 meses. Em fevereiro o valor ficou 2,4% positivo, mas em março voltou a cair 1%. A queda se repetiu em abril, com saldo 1,6% menor que o de um ano atrás, de R$ 92,7 bilhões.

"Por dez anos seguidos a massa salarial cresceu em média 8% ao ano, mas o fôlego acabou e agora estamos em queda", diz o pesquisador da Fipe, Eduardo Zylberstajn. Ele ressalta que, dos 22 Estados brasileiros, apenas em quatro (Ceará, Pará, Paraíba e Paraná) houve aumento dos valores pagos em folha de pagamento em abril.

Segundo ele, a combinação de desemprego, inflação alta e substituição de salários maiores por menores têm levado a essa queda na massa salarial.

De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, o índice de desemprego em maio ficou em 8,1%, o maior da série iniciada em 2012. A amostra, que coleta dados em domicílios de trabalhadores formais e informais, mostra também que houve queda de 0,4% no rendimento médio real do trabalhador, que ficou em R$ 1.863 no período.

Já a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) apresentou recuo de 2,9% nos rendimentos de junho de trabalhadores com e sem carteira ante o mesmo mês de 2014. Também do IBGE, a PME é feita por amostragem em cerca de 38,5 mil domicílios de seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).

A tendência é de que a situação se aprofunde nos próximos meses, já que as previsões de analistas indicam aumento do desemprego.

Sem aumento real. Além disso, várias categorias de trabalhadores não estão conseguindo obter aumento real nas negociações salariais, em razão da crise, e indústrias estão recorrendo a acordos de redução de jornada e salários, além dos chamados lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho).

Aumentos salariais das categorias com data-base no primeiro semestre também têm ficado abaixo da inflação. Em junho, por exemplo, a média de reajuste obtida foi de 7,7%, enquanto a inflação de 12 meses pelo INPC foi de 8,8%.

Significa que os trabalhadores não estão conseguindo repor a inflação passada, situação diferente da observada nos anos anteriores, quando acumularam aumentos reais, avalia a Fipe.

Dados preliminares do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam para um ano difícil nas negociações entre empresas e funcionários na obtenção de reajustes. "A piora no mercado de trabalho e a inflação em alta devem levar a um recuo no número de categorias que vão obter ganho real", afirma José Silvestre, coordenador de relações sindicais do Dieese.

No ano passado, 93% das categorias conseguiram aumento real acima da inflação, em média de 1,4%. "Este ano, além do recuo na proporção de reajustes com ganho real, o tamanho desse ganho será menor, abaixo de 1%", prevê Silvestre. Ele lembra que, desde 2004, havia um quadro crescente de melhora nas negociações salariais, com exceção de 2009, em razão da crise internacional.

A consultoria GO Associados prevê para este ano um recuo de 2,3% no valor da massa real de rendimentos (para R$ 44,1 bilhões) nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, ante um aumento de 3,5% no ano passado. O rendimento real médio deve cair 1,4% (para R$ 1.926), depois de ter subido 3,6% em 2014.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deve chegar ao fim do ano com saldo negativo de 900 mil postos, prevê o sócio-diretor da GO Associados, Fabio Silveira. "Há sinais de alarme por todos os lados. A deterioração antes verificada na indústria se espalhou pelas áreas de comércio, serviços e construção civil."

Segundo ele, "enquanto não houver melhora no nível de atividade - o que só deve ocorrer a partir de meados de 2016 -, a pressão é de baixa". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


(Fonte: Estadao Conteudo)

Fonte definitiva: Jornal de Brasilia

sábado, 25 de julho de 2015

Defesa critica novo pedido de prisão para executivos da Odebrecht

24/07/2015 23h25
São Paulo
Camila Boehm e Camila Maciel – Repórteres da Agência Brasil
Os advogados da construtora Odebrecht na Operação Lava Jato criticaram hoje (24) o novo pedido de prisão preventiva para os executivos da empresa investigados pela Operação Lava Jato. Eles disseram que o juiz Sérgio Moro confere prazos diferentes para a acusação e a defesa, não disponibiliza as informações sobre o processo, o que gera disparidade na atuação da defesa e da acusação. Um dos advogados, Tércio Lins e Silva, avaliou que a nova prisão foi uma forma de impedir que os tribunais superiores examinem o pedido de habeas corpus feito pela defesa.

Lins acredita que não houve presunção da inocência neste caso e declarou esta tarde que “essa demonstração midiática para dar satisfação ao público não condiz com o processo democrático”. De acvordo com o advogado, o sigilo bancário de seus clientes não foram respeitados e que dados particulares foram revelados, como mensagens entre familiares.

A defesa disse que há ilegalidade no decreto de prisão, e alegou que uma prisão processual não pode ser confundida com antecipação de mérito e acrescentou que os executivos da empresa estiveram à disposição da Justiça durante toda a investigação. Segundo os advogados, as análises e interpretações de anotações dos investigados estão desfavorecendo seus clientes.

Ontem (24), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Falcão, pediu ao juiz Sérgio Moro informações sobre o andamento das investigações para que pudesse instruir o julgamento do pedido de liberdade. Pelo despacho, o juiz terá cinco dias para prestar informações.

O presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, está preso desde o mês passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em função das investigações da décima quarta fase da Operação Lava Jato. Hoje cedo, Sérgio Moro autorizou a transferência dos executivos para um presídio na região metropolitana de Curitiba.

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

Esquerda no Brasil está sendo perseguida como os judeus pelos nazistas, diz Lula

24/07/2015 23h23
Brasília
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (24) que a esquerda brasileira está sendo perseguida como os judeus foram perseguidos pelos nazistas e os cristãos pelos romanos, e criticou setores do país que, segundo ele, não aceitaram a vitória nas urnas da presidenta da República, Dilma Rousseff.

“Quero dizer para vocês que estou cansado de mentiras e safadezas, estou cansado de agressões à primeira mulher que hoje governa esse país. Estou cansado com o tipo de perseguição e criminalização que tentam fazer à esquerda desse país. Parece os nazistas criminalizando o povo judeu e romanos criminalizando os cristãos”, disse, em discurso na posse da diretoria do Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André.

“Nunca tinha visto na vida pessoas que se diziam democráticas e não aceitaram uma eleição que elegeu uma mulher presidente da República”, acrescentou.

O ex-presidente lembrou de realizações de seus governos, como o ingresso de milhares de estudantes no ensino superior e a ascensão econômica de milhões de pessoas.

“Eles não suportam que um metalúrgico quase analfabeto tenha colocado mais gente na faculdade do que eles, não suportam que a gente não deixou privatizar o Banco do Brasil e comprou a Nossa Caixa e o Banco Votorantim”, disse Lula.

“Eu, sinceramente ando de saco cheio. Profundamente irritado. Pobre ir de avião começa a incomodar; fazer faculdade começa incomodar; tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa”, acrescentou o ex-presidente.

Lula disse ainda estar otimista com o futuro do país e compreender a apreensão de parte da população com o desemprego e com a inflação, mas ressaltou que o cenário já esteve pior.

“A inflação está 9%, com perspectiva de cair. Quando eu peguei esse país, a inflação estava a 12%, o desemprego a 12 %”, declarou ele.

“Não é porque a criança está com febre que vamos enterrá-la”, concluiu Lula.


Edição: Jorge Wamburg

Fonte: Agência Brasil

Brasil é ouro no handebol feminino no Pan de Toronto

24/07/2015 23h08
Brasília
Da Agência Brasil*


O handebol feminino do Brasil venceu na noite de hoje (24) por 25 a 20 a seleção argentina e conquistou o ouro. O time brasileiro teve uma certa dificuldade de desenvolver seu jogo no começo do jogo, deixando as argentinas saírem na frente no placar. Mas, a maior superioridade técnica das brasileiras, que são as atuais campeãs do mundo, foi importante para que o Brasil começasse a tomar conta da partida, exercendo o domínio em toda a quadra.


O handebol feminino do Brasil é pentacampeão Pan-Americano
O handebol feminino do Brasil é pentacampeão Pan-Americano Foto divulgação/Comitê Olímpico Brasileiro



Na primeira fase da competição, o time treinado pelo dinamarquês Morten Soubak passou facilmente por México (34 a 19), Porto Rico (38 a 21) e Canadá (48 a 12). Nessa quarta-feira (22), a equipe brasileira venceu o Uruguai por 40 a 22, pelas semifinais.

Com a vitória desta noite, a seleção de handebol feminina ganha o seu quinto título consecutivo no Pan-Americano, que começou, em 1999, nos Jogos de Winnipeg também no Canadá.

No fim da noite, o vôlei masculino derrotou a equipe de Porto Rico e vai decidir no domingo (26) o título com a Argentina. O vôlei feminino também está na final e disputa ouro jogando amanhã (25) contra os Estados Unidos.

Confira o quadro de medalhas do Pan aqui.

*Com informações do Comitê Olímpico Brasileiro
Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

Transpetro inicia rescisão de contrato com estaleiro que não entregou navios

24/07/2015 22h48
Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

A Petrobras Transporte S.A. (Transpetro) deu entrada no processo de rescisão do contrato assinado com o estaleiro Eisa Petro-Um,  em Niterói, região metropolitana do Rio, por não cumprir o contrato de entrega de navios em construção na empresa por encomenda da estatal. A Transpetro informou que já repassou ao estaleiro todos os valores contratuais e confirmou que não deve mais nada ao estaleiro.

Ainda não há uma definição sobre a possibilidade de a Transpetro acionar o seguro contratual que poderia garantir a continuação das atividades do estaleiro, interrompidas no início do mês pela própria empresa construtora das embarcações. No fim de junho, a Eisa Petro-Um já tinha demitido 1.280 trabalhadores e no encerramento das atividades deixou 2 mil empregados permanecerem ligados à empresa, mas sem trabalhar.

Ontem (23), em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), com a participação de representantes da Eisa Petro-Um, do sindicato da categoria e da Transpetro, não houve acordo para solucionar a falta de pagamento dos salários atrasados, de verbas indenizatórias e de direitos trabalhistas. Foi marcada nova audiência para a próxima quinta-feira (30), quando a empresa seguradora do contrato de compra e venda de navios entre Transpetro e Eisa Petro-Um poderá se manifestar.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico dos municípios de Niterói e Itaboraí, Edson Rocha, a presença da seguradora pode  ajudar a chegar a uma solução para o problema dos empregados. “Na medida em que não se encontrava solução nem na Transpetro e nem no estaleiro Eisa, para pagamento dos trabalhadores, pode ser que agora, com a seguradora entrando, os dois resolvam se entender e trazer uma proposta para os trabalhadores”, disse o sindicalista.

Ainda na audiência, a procuradora regional do trabalho Deborah Felix propôs a liberação de R$ 12 milhões da Transpetro, que estão bloqueados pela Justiça de primeiro grau. A procuradora pretende, com isso, que possam ser pagos os salários dos trabalhadores e haja a continuidade das obras.

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, na primeira etapa do contrato seriam construídos oito navios. Desses, cinco foram entregues e o restante está em etapa avançada de construção. Segundo o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), conforme o contrato, o custo dos três navios é de R$ 900 milhões.

Na sexta-feira (17), em resposta a uma ação interposta pelo sindicato da categoria, o juiz Paulo Tarso Machado Brandão, titular da 3ª Vara do Trabalho de Niterói, liberou R$ 3,1 milhões do total de R$ 15 milhões que, em decisão liminar, tinham sido bloqueados da Transpetro. O valor liberado será aplicado em parte do pagamento dos empregados. A folha de pagamento do estaleiro é de cerca de R$ 7,5 milhões e a dívida em rescisões contratuais está calculada em R$ 30 milhões.

Edson Rocha destacou que, na próxima semana, vence o segundo mês para o pagamento dos salários dos trabalhadores que permaneceram na empresa, Com isso, seriam necessários R$ 15 milhões, mas para ele, o mais importante é a reabertura do estaleiro.

O presidente do sindicato explicou que os empregados demitidos estão recebendo as rescisões, vão sacar o FGTS, mesmo sem a inclusão do salário atrasado, e poderão dar entrada no seguro-desemprego. Já para os que permanecem na empresa, a dificuldade é outra. “Quem ainda é empregado do Eisa, recebeu só R$ 900 em dois meses. Quem sobrevive com uma coisa dessas?”, perguntou.



Edição: Jorge Wamburg

Fonte: Agência Brasil

Doleiro Alberto Youssef participava de propina a fiscais da Fazenda de São Paulo

24/07/2015 21h54
São Paulo
Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
Ao menos R$ 35 milhões foram pagos em propina a fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre 2006 e 2012, com a participação do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras, de acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e a Corregedoria Geral da Administração (CGA), que deflagraram na manhã de hoje (24) a Operação Zinabre, em que cinco fiscais de renda do estado foram presos.

Dez mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão foram expedidos pela justiça como resultado da investigação do MP, que começou há quatro meses, com o depoimento de Alberto Youssef durante a Operação Lava Jato. Ele relatou sua participação no esquema fraudulento dos fiscais da Fazenda. Segundo o MP, o doleiro disse ter sido contratado por uma das empresas para entregar dinheiro aos beneficiários da propina.

Os cinco fiscais de renda da Secretaria da Fazenda de São Paulo foram presos na cidade de Sorocaba, região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, e no Mato Grosso do Sul. Cerca de R$ 58 mil foram apreendidos em residências dos suspeitos, além de documentos e computadores.

A fraude ocorria quando um fiscal apresentava autos de infração com multas milionárias à empresa e exigia pagamento de propina para diminuir o valor da multa. O promotor Arthur Pinto de Lemos Jr, do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), explicou que, de R$ 1 bilhão, a multa caía para R$ 900 mil.

“O prejuízo causado por essa organização é imensurável”, afirmou o promotor Roberto Bodini, também do Gedec. “Confiamos que a análise da documentação [apreendida] nos mostrará muito mais em relação à organização deste grupo criminoso”, acrescentou. Até o momento, há registro de apenas duas empresas submetidas ao esquema, mas o MP acredita que existem outras. Os promotores ressaltaram que as empresas eram vítimas e que a propina era uma exigência dos fiscais.


Enquanto o MP e a polícia cumpriam os mandados de prisão e de busca e apreensão, a CGA cumpriu diligência nos postos de trabalhos dos agentes fiscais de renda. Foram apreendidas provas nos postos fiscais de Guarulhos, Santo André, Osasco, São Bernardo do Campo, além da Delegacia Regional Tributária e dos postos fiscais de Sorocaba e Taubaté.

Edição: Jorge Wamburg

Fonte: Agência Brasil

Agentes penitenciários de São Paulo suspendem greve após TJSP determinar multa

24/07/2015 21h47
São Paulo
Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
Saiba Mais
Agentes penitenciários em greve fazem ato em Centro de Detenção Provisória de SP
O sindicato que representa os agentes penitenciários de São Paulo decidiu hoje (24) suspender a greve da categoria em todo o estado. Segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de São Paulo (Sindasp), a suspensão da greve ocorreu após o Tribunal de Justiça de São Paulo determinar o retorno imediato dos servidores ao trabalho, sob pena de multa ao sindicato de R$ 100 mil por dia.

Os agentes estavam em greve desde a última segunda-feira (20). De acordo com o Sindasp-SP, a greve era continuação da paralisação feita no ano passado, já que acordos fechados com o governo não teriam sido cumpridos, entre eles, o que previa o arquivamento de todos os processos administrativos disciplinares (PADs) envolvendo os agentes penitenciários que participaram da paralisação de 2014. O acordo também previa  a criação do bônus de resultado penitenciário (BRP), a ser concedido anualmente aos servidores. Os agentes também pediam reajuste em torno de 7%.

No próximo domingo (26), diretores do Sindasp deverão se reunir para analisar possíveis medidas a serem tomadas em relação à decisão judicial.

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

Programas sociais não sofrerão descontinuidade, dizem técnicos do governo

24/07/2015 21h13
Rio de Janeiro
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
A crise econômica e o ajuste fiscal não deverão afetar negativamente os programas sociais do governo, principalmente os dirigidos às camadas mais pobres da população. O assunto fez parte dos debates durante o seminário Acesso a Serviços como Direito, que terminou nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro, com participação de lideranças sociais, organizações da sociedade civil e integrantes do governo.

O assessor especial da Presidência da República para Participação Social, Renato Simões, ressaltou que os programas sociais serão mantidos, apesar da crise econômica que atinge o país. “O Brasil nadou na contramão da maré durante a crise de 2008. Mantivemos geração de empregos, com distribuição de renda e políticas sociais inclusivas. A luta de todo o governo é impedir que programas sociais sofram descontinuidade, para que o ajuste seja o mais rápido possível e substituído, rapidamente, por novas políticas de crescimento e desenvolvimento social”, sustentou Simões.

Para o secretário nacional para a Superação da Extrema Pobreza, do Ministério do Desenvolvimento Social, Tiago Falcão, a experiência de consolidação das políticas públicas de combate à pobreza é fundamental para enfrentar a atual crise econômica.

“Isso nos permite agora, num período de baixo crescimento, consolidar uma série de avanços que tivemos em período recente. Em relação a recursos que continuam financiando os principais programas sociais, não houve retrocesso. O que não temos hoje é espaço para grandes ampliações. O que temos é de olhar quais são os efeitos da crise sobre a demanda por políticas sociais. Esta é uma preocupação nossa. E por isso estamos monitorando as taxas de desemprego e como isso se reflete na população mais pobre, que tem menos capacidade de se proteger em um período de contenção”, frisou Falcão.

Segundo ele, os programas sociais de transferência de renda estão protegidos. “O Bolsa Família permanece pagando os valores pactuados. Hoje, temos mecanismos de proteção das políticas sociais que permitem falar que os grandes programas estão imunes aos cortes orçamentários”, destacou. Atualmente, o Bolsa Família paga em média R$ 77 para cada membro da família beneficiada.

O seminário foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pela organização internacional ActionAid, que luta para promover os direitos humanos e superar a pobreza.

Edição: Stênio Ribeiro

Fonte: Agência Brasil

Latinidades debate literatura, produção audiovisual e estética da periferia

24/07/2015 20h33
Brasília
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
Quando a escritora cubana Teresa Cárdenas aprendeu a ler, começou a buscar personagens parecidos com ela nos livros infantis. Ela conta que as protagonistas eram todas loiras, de olhos claros, e tinham cabelos que "se moviam com o vento". Sem sucesso, para se ver representada e representar outras tantas crianças negras, Teresa hoje escreve essas histórias e é reconhecida como uma das maiores vozes da literatura infanto-juvenil. "Não sou a única autora negra que escreve para crianças negras, mas quase. Em Cuba há outras duas mulheres e poucos homens".

Teresa, que é autora de Cartas Para a Minha Mãe e Cachorro Velho, foi uma das participantes dos debates da tarde de hoje (24) no Festival Latinidades. "Um dos meus objetivos é que as meninas e jovens negras se sintam acompanhadas com os livros. Eu não escrevo sobre negros, escrevo sobre família, sobre sentimentos, sobre angústia, dor, sexo. Sou tida como uma autora de temas difíceis para crianças, como a morte, a vida, a violência, a imigração, partidas, encontros e desencontros."

A escritora reforça que ver-se representada é importante para a construção da autoestima. "Lembro que, um dia, eu disse para minha mãe que era bonita. Ela me abraçou e disse: 'eu te amo'. Não era a resposta que eu queria. Mas depois eu entendi que ela também sofria [com a discriminação]."

A dificuldade em encontrar livros escritos por mulheres negras e que tenham personagens negros não se restringe a Cuba. Segundo professora de literatura brasileira da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Fernanda Felisberto, é difícil encontrar essas obras no mercado, e até mesmo identificá-las, pois geralmente circulam sem a foto da autora e as sinopses mascaram o conteúdo. 

Fernanda é doutora em literatura comparada e pesquisadora das narrativas negro-diaspóritas. Para o doutorado, e para compor o acervo da Livraria Kitabu, da qual é sócia, Fernanda encontrou, em 2010, apenas oito autoras negras na América Latina com obras traduzidas para o português. E as obras de cinco delas não estavam mais disponíveis nas editoras. "A questão de gênero está em pauta, mas nem assim essa narrativa é atraída para o mercado editoral, para que se possa ganhar dinheiro conosco. Por isso, é importante o fortalecimento das editoras alternativas, para que esses textos possam chegar até aqui."

Representação na imagem

Outra questão tratada na tarde de hoje foi a estética da periferia. "Hoje, vejo a periferia como o novo centro cultural, de onde aflora a cultura popular do Brasil. Acredito que é nas periferias que aflora tudo que a gente tem visto, o passinho, o tecnobrega, o queer rap", disse Rico Dalasam, conhecido por inaugurar a cena queer do rap no Brasil, ao unir o rap ao orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros].

Dalasam define-se como negro, gay, cabeleireiro, produtor de audiovisual e rapper. "A forma como me apresento é diferente da forma como retratam a periferia: a garota grávida aos 13 anos, o cara que vai para o crime, sem dizer que isso é mentir, mas existem outras realidades, e eu sou uma delas, alterando o que está imposto."

Dalasam defende uma representação da periferia pela própria periferia e diz que os clipes que produz servem de estímulo para outros jovens. "Tenho um escritório onde eu toco as minhas coisas. A visão é monetizar o problema. Ser pobre é problema, ser gay é problema? Quando transformamos algo que nos oprime em outro produto em benefício nosso, conseguimos transformar quem está perto de nós, a nossa família, a nossa condição de vida."

O rapper disponibilizou as faixas do primeiro EP Modo Diverso no Youtube. Algumas já têm mais de 14 mil visualizações.

O Latinidades, criado em 2008 para comemorar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha,  dia 25 de julho, é o maior festival de mulheres negras da América Latina. O evento vai até domingo (26), no Cine Brasília. A programação, que inclui palestras, exibições de filmes e shows, está disponível no site www.afrolatinas.com.br.

Edição: Maria Claudia

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ministério vai usar drones na fiscalização de trabalho escravo

24/07/2015 19h52
Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil

A equipe de auditores-fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro (SRTE-RJ) vai utilizar um novo equipamento para a fiscalização no estado: a partir do início de agosto, eles usarão cinco aparelhos voadores não tripulados, os drones, para usar nas operações.

O chefe de planejamento da seção de segurança e saúde no trabalho da superintendência regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro, o auditor-fiscal do trabalho Raul Vital Brasil, disse que outro drone será doado à Polícia Rodoviária Federal: “A Polícia Rodoviária Federal é a nossa principal parceira nas operações de combate ao trabalho análogo a escravo. Como recebemos seis e eles são parceiros nossos achamos viável dar um para a Polícia Rodoviária Federal”.

Os seis drones foram comprados com parte dos R$ 3 milhões pagos pela financeira Losango, integrante do grupo financeiro HSBC, num processo por dano moral coletivo devido à terceirização irregular de empregados. A decisão de repassar uma parcela dos recursos é do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O uso de valores de multas foi possível depois da decisão da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho (MPT) de janeiro de 2009 destinando os recursos a órgãos e entidades públicas ou privadas que prestam atendimento social ou assistencial. Outra parte da indenização será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Vital Brasil destacou quatro casos de ações em que o equipamento vai permitir a ampliação das fiscalizações. Um deles será em embarcações de pesca, nas quais são registradas ocorrências de trabalho análogo a escravo. “Nas próximas operações de pesca, já pretendemos usar os drones”, disse ele.

Outra situação é em pedreiras, onde os trabalhadores ficam concentrados em alguns locais e quando veem as equipes de fiscalização fogem. O uso do equipamento, neste caso, vai ajudar a localizar os trabalhadores e verificar as condições de trabalho deles.

As operações na área rural também usarão os aparelhos. “Muitas vezes quando a fiscalização chega na fazenda, ela é muito grande e está com a porteira fechada. Com o drone, vai ser fácil localizar onde os trabalhadores estão para podermos chegar até eles”, revelou.

O auditor-fiscal disse ainda que a utilização do equipamento vai favorecer também as fiscalizações em grandes obras, como as que estão sendo feitas para os Jogos Olímpicos de 2016. “Com o drone vamos conseguir sobrevoar as grandes obras, ver o estágio em que estão e saber o melhor momento de agir”, explicou.

Para a utilização dos equipamentos, sete auditores-fiscais do trabalho fizeram durante dois dias um curso de capacitação que terminou ontem (22). Agentes da Polícia Rodoviária Federal também participaram do treinamento. Em cada drone do modelo Inspire1, haverá uma câmera que poderá fazer fotos e gravar vídeos com resolução de até 4K, considerada Ultra HD. Os voos têm duração aproximada de 20 minutos, com alcance de aproximadamente dois quilômetros e a cerca de 70 metros de altura.

A utilização dos drones ainda não foi regulada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Por isso, nas operações da SRTE-RJ, inicialmente, os aparelhos serão utilizados em fase de testes. De acordo com a ANAC, somente em dois casos é permitido o uso dos equipamentos, em aeromodelismo ou em operações experimentais, mas, mesmo assim, é preciso ter o Certificado de Autorização de Vôo Experimental (Cave), emitido pela Anac e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Vital Brasil informou que o ministério está encaminhando o pedido de autorização à Anac.

Vídeos do drone no Blog do MTE: http://blog.mte.gov.br/


Edição: Jorge Wamburg

Fonte: Agência Brasil

Ataque aéreo turco mata nove membros do Estado Islâmico na Síria

24/07/2015 19h34
Damasco
Da Agência Lusa
Os primeiros ataques aéreos turcos no Norte da Síria mataram nove pessoas da organização jihadista Estado Islâmico, informou hoje (24) o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSHD).

O diretor do OSHD, Rami Abdel Rahman, confirmou à agência France Presse que os aviões de guerra turcos fizeram três ataques aéreos a nordeste da cidade de Alepo, provocando nove mortes e 12 feridos, que foram transportados para um hospital da cidade.

Segundo o Observatório, a investida aérea, a oeste de Jarablus, perto da fronteira turca, teve como alvo posições dos membros do Estado Islâmico. O lançamento de mísseis, pelos caças F-16, foram as primeiras ações da aviação turca contra a posição dos extremistas na Síria.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse que os ataques comandados pela Turquia, foram em resposta ao ataque de quinta-feira (23), do Estado Islâmico ao Exército turco, que resultou em uma morte e dois feridos. Ele ressaltou que os ataques turcos têm cumprido o seu objetivo e vão continuar.

A Turquia fez ontem (23) uma grande operação para desmantelar redes terroristas no país, resultando na prisão de 251 suspeitos, segundo comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro.

Fonte: Agência Brasil

Sindicato diz que greve de servidores do INSS precisa ser fortalecida no Rio

24/07/2015 19h15
Rio de Janeiro
Da Agência Brasil
Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do estado do Rio de Janeiro decidiram, por unanimidade, em assembleia nesta sexta-feira (24), manter a greve, que chegou ao décimo oitavo dia. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev-RJ), servidores de 80% das agências da Previdência Social (APS) do estado aderiram à greve.

O diretor do Sindsprev-Rj, Rolando Medeiros, disse, porém, que o estado do Rio de Janeiro ainda não está respondendo à altura da greve nacional. “Precisamos da ajuda de todos os companheiros para construir uma greve forte e consolidada”.

A diretora do sindicato Janira Rocha também considera que a greve nacional está muito forte e que o movimento precisa ser fortalecido no estado. Para ela, falta mais mobilização dos servidores. “Para conseguirmos nossos objetivos, a greve precisa ter organização, unidade e mobilização, mas nós ainda não estamos mobilizados”, afirmou.

O dirigente sindical Luiz Fernando Carvalho diz que o caminho está na unificação de lutas das categorias. “É fundamental unificar as categorias em luta e os comandos de greve, ainda que as reivindicações sejam diferentes. O nosso caminho é a unificação.".

Segundo comunicado divulgado hoje pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), a greve está presente em 26 estados do país, com mais de 80% de paralisação em mais de 1.100 APS do Brasil.

Pelo balanço do Ministério da Previdência Social, das 1.605 agências do país, 326 (20,3%) estão paralisadas e 804 funcionam parcialmente. De acordo com o informe, as unidades do INSS fizeram 67.456 atendimentos. Além disso, dos 32.487 servidores de carreira, 4.136 (12,73%) aderiram à greve – esse número diz respeito aos servidores que receberam falta por motivo de greve. A central de atendimento 135 está à disposição para informar quais agências estão funcionando, em que condições, de modo a orientar os cidadãos, assegura a nota do INSS.

A categoria reivindica reajuste salarial imediato de 27,3%, incorporação de gratificações, plano de cargos e carreiras, mais isonomia salarial e paridade entre ativos e aposentados e concursos públicos pelo Regime Jurídico Único para aumentar o número de servidores que, segundo o movimento, é insuficiente para garantir atendimento de qualidade à população.

Edição: Stênio Ribeiro

Fonte: Agência Brasil

Servidores do INSS em São Paulo decidem continuar em greve

24/07/2015 18h45
São Paulo
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em São Paulo decidiram continuar em greve, em assembléia realizada na tarde de hoje (24), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev-SP).

Em greve desde o dia 7 de julho, eles reivindicam reajuste de 27,6%, política salarial permanente, paridade salarial entre funcionários na ativa e aposentados e concurso público para reposição do quadro de servidores, entre outras reivindicações.

“Aprovamos a continuidade da greve por tempo indeterminado. Não tivemos nenhuma proposta concreta do governo para avaliar. Reconhecemos que houve abertura nas negociações, mas o governo ainda não apresentou nenhuma proposta concreta”, disse Tiago Alves Dias, diretor de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), em entrevista à Agência Brasil.

Os servidores já tinham rejeitado, sexta-feira passada (17), a proposta de reajuste de 21,3%, dividido em quatro anos. A categoria reivindica reajuste de 27,6% em uma única parcela.

Uma nova assembleia foi marcada para a tarde da próxima sexta-feira (31). Na quarta-feira (29) haverá um ato unificado dos servidores federais em greve no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a partir das 14h30.

No último balanço, divulgado na noite de ontem (23), o INSS informou que, das 264 agências no estado de São Paulo, 26 estão paralisadas e 122 funcionam de forma parcial. O sindicato, no entanto, apresentou números diferentes. Segundo Dias, a adesão à greve alcançou 70% das agências em todo o estado de São Paulo e, nacionalmente, o número chega a 80%.

O INSS informou que os segurados que têm atendimento marcado em agências da Previdência Social e que não conseguirem ser atendidos por causa da paralisação terão a data remarcada. O reagendamento, segundo o instituto, será realizado pela própria agência, e o segurado poderá confirmar a nova data ligando para a central 135 no dia seguinte à data originalmente marcada.

O instituto também informou que vai considerar a data originalmente agendada como a data de entrada do requerimento para evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados.


Edição: Jorge Wamburg

Fonte: Agência Brasil

Tesouro vende R$ 134 milhões em ações do Banco do Brasil no Fundo Soberano

24/07/2015 18h41
Brasília
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
A venda de ações do Banco do Brasil que estavam em poder do Fundo Soberano do Brasil (FSB) somou R$ 134 milhões, informou, há pouco, o Tesouro Nacional. Segundo nota divulgada pelo Tesouro,  operação foi executada entre os dias 29 de junho e 15 de julho, com a comercialização de 5,625 milhões de ações ordinárias do banco.

De acordo com o Tesouro, o dinheiro arrecadado foi integralmente reinvestido no fundo, na compra de títulos públicos que compõem a rubrica Carteira Doméstica Efetiva. O valor da venda representa uma pequena fatia do total de ações do Banco do Brasil nas mãos do Fundo Soberano, que representam R$ 2,534 bilhões no fim de março, segundo os dados mais recentes.

No comunicado, o Tesouro explicou que a venda de ações foi necessária para readequar a carteira de investimentos do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), braço privado do Fundo Soberano administrado pelo Banco do Brasil.

Em 2008, o Tesouro Nacional constituiu o Fundo Soberano com excedente do superávit primário em torno de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). De lá para cá, o fundo foi usado para financiar a capitalização da Petrobras, em 2010, e teve parte dos recursos sacados em 2012 e 2014 para reforçar o caixa do governo em tempos de crise.

O último parágrafo do texto foi alterado para correção de informação: PIB é a soma das riquezas produzidas no país, e não a soma das reservas, como tinha sido publicado

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

Presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez serão transferidos para presídio

24/07/2015 18h25
Brasília
Andre Richter – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro autorizou hoje (24) a transferência de oito executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Atualmente, eles estão presos na Superintendência da Polícia Federal. A transferência deverá ocorrer amanhã (25).

Com a decisão, serão transferidos o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, além de outros investigados.  O pedido para transferir os executivos foi feito pela Polícia Federal. Os delegados alegam que, apesar das boas condições da carceragem, o local não comporta muitos presos.

De acordo com a decisão do juiz, os executivos deverão ficar separados dos presos comuns. Outros investigados da Operação Lava Jato também estão presos no presídio em Pinhais, como o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.

Em outra decisão tomada hoje, o juiz Sergio Moro decretou nova prisão preventiva do presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e de mais quatro diretores da empresa.

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

Brasil recebe navio hidroceanográfico que permitirá avanços na área de pesquisa

Niterói (RJ), 23/07/2015 – O ministro da Defesa, Jaques Wagner, acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Aldo Rabelo, participou nesta quinta-feira (23), da cerimônia de entrega do Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo). A embarcação assegura avanços em estudos científicos em áreas oceânicas estratégicas do Atlântico Sul.
Foto: Felipe Barra / MD
Jaques Wagner visita Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo)
Jaques Wagner visita Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo)
Durante a cerimônia, Jaques Wagner disse que apostar na tecnologia, pesquisa e inovação oceanográfica aumenta o poder e a soberania do país. "É a aplicação da tecnologia e do conhecimento do mar na defesa nacional", destacou o ministro que reconhece o ganho inestimável para o setor.

Parceria público-privado

Adquirido em 2013 por aproximadamente R$ 162 milhões, o navio é fruto do acordo de cooperação firmado entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Marinha do Brasil (MB) e as empresas Petrobras e Vale.

O MD, o MCTI e a Marinha do Brasil investiram R$ 27 milhões cada. A Vale e a Petrobras aportaram, respectivamente, R$ 70 milhões e R$ 38 milhões.

O Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô (ROV – sigla em inglês) com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade. Acompanhado do ministro Aldo Rebelo, Jaques Wagner percorreu os cinco laboratórios do navio e conheceu o equipamento.

“O navio impulsiona nosso poder de dissuasão porque trabalha com oceanografia física que mede a temperatura da superfície do mar, qualidade e suas propriedades, facilitando, por exemplo, missões com submarinos”, acrescentou Wagner.

A embarcação também pode realizar pesquisas de busca de nódulos metálicos no fundo do mar, além da localização de petróleo e gás em superfícies inferiores, como na camada do pré-sal e da exploração de recursos minerais em águas profundas.
Foto: Felipe Barra / MD
Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade
Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade
Uso dual

O navio tem uso dual e permite assegurar a proteção das riquezas das jurisdições marítimas pertencentes ao Brasil. Pode ser utilizado em diversos setores, como na pesca, meteorologia, exploração de recursos minerais e preservação do meio ambiente.

O comandante da Marinha Leal Ferreira reforçou a importância do navio para a Força e comunidade científica. ”O Vital de Oliveira irá atuar em áreas oceânicas estratégicas ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial”, ressaltou. Com 28 equipamentos científicos, o navio possui maior capacidade de pesquisas e exploração das riquezas da Amazônia Azul.

Ao conhecer o grupo de pesquisadores já embarcados no navio, o ministro da Defesa cumprimentou o chefe dos pesquisadores, professor Moacir Araújo, e pediu que os estudos fossem aplicados no cotidiano e na economia. "É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes", afirmou Wagner.


Foto: Felipe Barra / MD
É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes", disse Wagner
É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes", disse Wagner
Acompanharam a visita dos ministros, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Carlos Nobre; o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Jailson Andrade; o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Leonel Perondi; o diretor de Transporte da Transpetro (Petrobras), Nilson Ferreira Nunes Filho; o diretor de Tecnologia e Inovação da Vale, Luiz Mello, entre outras autoridades e oficiais.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Fonte: Ministério da Defesa
61 3212-4071

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Chacina da Candelária é lembrada como marco da violência contra jovens de rua

23/07/2015 16h27
Rio de Janeiro
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil*


Caminhada em Defesa da Vida em memória à Chacina da Candelária, ocorrida há 22 anos, em 23 de julho de 1993 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Caminhada em Defesa da Vida em memória à Chacina da Candelária, ocorrida há 22 anosTânia Rêgo/Agência Brasil































Há exatos 22 anos, oito rapazes foram brutalmente assassinados em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. A Chacina da Candelária, como ficou marcada, é um ícone da violência contra jovens negros e pobres no Brasil, e foi relembrada hoje (23) com missa e ato interreligioso no local, de manhã. Na parte da tarde, ativistas de direitos humanos fizeram uma Caminhada em Defesa da Vida, partindo da igreja em direção à Cinelândia.

Irmã de um dos sobreviventes, Patrícia de Oliveira lamentou que uma tragédia ocorrida há mais de duas décadas continue destruindo famílias inteiras. Segundo ela, a sociedade acha que tem que matar adolescente, como se antecedente criminal justificasse a morte. "Por isso, continuamos a fazer as atividades, e essa caminhada hoje é pela não redução da maioridade penal”, declarou.


Ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, participa da missa na Igreja da Candelária em memória à chacina ocorrida há 22 anos, em 23 de julho de 1993 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas, participa de missa em memória da Chacina da Candelária, em 23 de julho de 1993                  Tânia Rêgo/Agência Brasil


O ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, participou da missa e da caminhada. Para ele, a violência contra jovens e adolescentes piorou nos últimos anos. “Lamentavelmente, a sociedade não aprendeu com a chacina. Os homicídios de adolescentes e jovens é estarrecedor. Precisamos de grande mobilização da sociedade e envolvimento de todas as esferas do Poder Público para enfrentar essa questão”, ponderou. Também precisamos de mudanças legislativas, como a proibição dos autos de resistência, federalização das investigações e os julgamentos dos crimes cometidos por grupos de extermínio, acrescentou.

Pepe Vargas reafirmou que a redução da maioridade penal é um retrocesso sob o ponto de vista dos direitos e garantias individuais dos adolescentes, como também para o conjunto da sociedade, pois em vez de diminuir, agravará a violência. “Precisamos construir uma cultura de direitos humanos e de respeito à integridade da pessoa humana, porque infelizmente isso ainda não aconteceu”, disse ele.

Após sobreviver aos quatro tiros que levou na noite da chacina, Wagner dos Santos – irmão de Patrícia de Oliveira – voltou a sofrer atentado em setembro de 1994, com mais quatro tiros. Ele sobreviveu, mas ficou cego de um olho e com várias sequelas. O Ministério Público então o colocou no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. Graças a ele, quatro dos assassinos foram reconhecidos. Hoje o rapaz vive na Suíça.

“Ele foi desqualificado no Tribunal do Júri por ser menino de rua. Foi muito difícil. Hoje em dia melhorou, há Subprocuradoria de Direitos Humanos do Ministério Público, tem Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, tem vários canais graças à luta do meu irmão e de outros familiares”, disse Patrícia.

Missa na Igreja da Candelária em memória à chacina ocorrida há 22 anos, em 23 de julho de 1993 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Parentes e amigos de vítimas da chacina participam de missa na Igreja da CandeláriaTânia Rêgo/Agência Brasil



Fundadora e coordenadora do Movimento Moleque – Mães pelos Direitos dos Adolescentes no Sistema Socioeducativo, Mônica Cunha perdeu um dos filhos, Rafael, aos 20 anos, morto por um policial em 2006. Para ela, as inúmeras passagens de menores infratores pela polícia devem-se, principalmente, à não implementação das medidas socioeducativas. “O Estado legaliza a morte dessas crianças. Ninguém nasce bandido, torna-se autor de ato infracional pelas condições de vida, por falta de direitos que o Estado não dá para a família, sem creche, sem casa, sem um trabalho decente”, comentou ela, ao destacar o papel da mídia e da sociedade, que estimulam o consumo para uma maioria empobrecida.

*Colaborou Tâmara Freire, repórter da Rádio Nacional

Fonte: Agência Brasil